Na minha caminhada cristã, sempre ouvi falar do grande amor de Deus por nós, mas há uma característica desse amor que não percebia inteiramente: a bondade de Deus.
Às vezes, para percebermos algo, precisamos de o vivenciar, de o experimentar pessoalmente.
Cantamos no louvor que Deus é bom, mas será que temos a consciência e a revelação do poder do amor de Deus por nós?
O amor de Deus traduziu-se em quem Jesus é, na Sua morte e condenação pelos pecados que nós deveríamos ter assumido, ressuscitando em vitória sobre a barreira que nos separava do Pai. Esta prova de amor de Jesus revelou a Sua bondade.
Deus não tem de buscar amor para dar, porque Ele é amor. Faz parte da Sua essência e da paixão que Ele tem pela humanidade.
Tendemos a pensar o amor de Deus como algo distante, há mais de 2000 anos, como se fosse apenas na cruz e na ressurreição que
Deus nos amou, mas, na verdade, Ele continua a amar-nos, sendo bondoso para com cada um de nós.
A bondade d’Ele é um fruto do Seu amor.
A bondade de Deus parece encontrar-nos quando estamos em caminhos que não são os d’Ele, em fases que nos tornam distantes d’Ele, em feridas internas ou nas consequências dos nossos atos menos bons. Não digo isto para justificar a permanência nesses lugares, mas sim porque é lá que nasce a gratidão da dádiva da oportunidade.
Quantas vezes Deus estendeu a Sua mão para nos levantar da tristeza ou das tempestades dentro de nós?
Quantas vezes Deus foi paciente connosco, à espera do momento em que fôssemos aperceber-nos de que não poderíamos estar em dois caminhos, o da justiça e o do pecado?
Quantas vezes Deus esperou que crescêssemos em maturidade e confiança na Sua soberania, em vez de sentirmos revolta e raiva contra Ele?
Quantas vezes Deus não desistiu de nós, mesmo quando nós próprios quisemos desistir?
Quantas vezes Deus não nos condenou, mas nos convidou para uma nova vida?
Quantas vezes Deus esperou que escolhêssemos um outro sentido, além d’Ele, para percebermos que só n’Ele podemos encontrar a felicidade completa?
Quantas vezes Deus esperou pacientemente pelo tempo que nos fizesse sentido para retornarmos a Ele?
Quantas vezes Deus foi misericordioso, cheio de compaixão e paciente, mesmo quando traímos várias vezes, em pequenas e grandes coisas, a aliança que fizemos com Ele?
Por último, quantas oportunidades Deus te deu até ao dia de hoje, na expetativa de te ter só para Ele?
Perante todas estas oportunidades, a gratidão começou a reinar no meu coração e fui tomando decisões com níveis mais firmes de compromisso, de seriedade e de decisão para com Deus. Hoje vejo que Ele escolheu chamar-me para Ele, mesmo com todas as minhas debilidades humanas e fraquezas, não no sentido de permanecer nelas, mas num sentido transformador.
Porque Ele revela a Sua bondade e o Seu poder nas nossas fraquezas. A Sua bondade não nos leva a manter-nos nos mesmos lugares, mas a darmos passos rumo ao arrependimento genuíno, à mudança de direção e à firmeza de compromisso e amor por Ele.
Uma coisa é certa: o tempo de cada um de nós está a passar e não sabemos o dia em que Ele nos irá chamar. Não demoremos em quebrar o nosso orgulho e em fazer com que o tempo do nosso sentido seja o HOJE.
Hoje posso cantar com confiança: Deus é muito bom!
Obrigado, Deus, por não desistires de mim.
Obrigado, Deus, por teres esperado por mim.
Pelo meu retorno, pela minha fidelidade e amor.
Ana F.
01/02/2026